Identidade da comunidade de Qumran: análise comparativa das perspectivas escatológicas, culturais e sociais dos essênios, fariseus, saduceus, sicários e zelotes
Palavras-chave:
Qumran, Escatologia, Essênios, Judaísmo do Segundo Templo, Manuscritos do Mar MortoResumo
Este estudo investiga a identidade da comunidade de Qumran por meio de uma análise comparativa das interpretações escatológicas e das diferenças culturais e sociais dos grupos judaicos contemporâneos do Segundo Templo: essênios, fariseus, saduceus, zelotes e sicários. Partindo dos Manuscritos do Mar Morto, descobertos em 1947, o estudo explora como essas crenças e práticas não apenas refletiam as esperanças apocalípticas de cada grupo, mas também suas organizações sociais, relações de poder e influências culturais. Os essênios, conhecidos por sua pureza ritual e isolamento, contrastam com os fariseus, que mediavam entre o povo e a Lei. Os saduceus, com seu foco no Templo, e os zelotes e sicários, que associavam resistência política à esperança escatológica, completam o panorama de um judaísmo fragmentado, mas interligado. A pesquisa revela que, embora os essênios provavelmente tenham desempenhado um papel central na produção dos manuscritos, as evidências sugerem uma influência múltipla, tornando Qumran um ponto de convergência teológica e cultural. Este estudo não apenas ilumina as dinâmicas religiosas do período, mas fornece, também, insights valiosos sobre como essas crenças moldaram a transição entre o judaísmo do Segundo Templo e o cristianismo primitivo.
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